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 Uma avaria num sistema computorizado que influencia a estabilidade esteve na origem da queda em Monte Real de um F-16 da Força Aérea, em Janeiro, disse hoje à Lusa fonte do Estado Maior da Força Aérea. O caça F-16 da Força Aérea portuguesa despenhou-se a 28 de Janeiro junto à Base Aérea de Monte Real, próximo da povoação de Pilado, no concelho da Marinha Grande, sem causar vítimas, tendo o piloto conseguido ejectar-se.
Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da Força Aérea, tenente-coronel António Seabra, adiantou que o relatório do fabricante Lockheed, responsável por aquele sistema computorizado, que entre outras coisas tem a ver com a estabilidade da aeronave em voo, apontou para falhas no «flight control». O documento vai ser entregue à Inspecção da Força Aérea, que deverá efectuar depois um relatório final ao acidente. Contudo, o responsável considera que estes dados do fabricante demonstram que uma avaria técnica esteve na origem do acidente, excluindo-se assim erro humano por parte do piloto, o tenente-coronel João Pereira. O piloto do F-16 foi condecorado recentemente pela Força Aérea porque «teve uma atitude extremamente profissional e corajosa ao evitar que a aeronave se despenhasse numa zona urbana», referiu. O F-16 despenhou-se quando realizava o primeiro voo de ensaio depois de ter sido submetido a uma grande operação de manutenção. De acordo com a Força Aérea, a operação de manutenção visou a alteração da aeronave, dotando-a da actualização de mais sofisticados componentes, permitindo, nomeadamente, o voo nocturno. Este foi o segundo acidente registado com aviões F-16 na Força Aérea Portuguesa. O primeiro ocorreu a 08 de Março de 2002 e provocou a morte do piloto. Actualmente, a Força Aérea possui 26 F-16 operacionais, sete dos quais com actualização MLU (missão de Defesa Aérea e Ataque Convencional). In: Diário Digital / Lusa |