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No passado dia 03 de Março de 2012 realizou-se mais uma Assembleia Geral da APEA.
Desta feita o local escolhido foi o Aerodromo de Santa Cruz nas instalações do ACTV - Aero Clube de Torres Vedras.
Depois de realizada a Assembleia Geral os associados poderam fotografar as aeronaves estacionadas e as que estavam em hangares.
Seguiu-se depois um almoço convivio com a comparência de todos os Associados intervenientes na Assembleia Geral
Além das obrigações legais previstas, serviu esta jornada para, mais uma vez, reforçar os laços de amizade que unem os Associados.
Um especial e forte agradecimento ao ACTV e ao Aerodromo de Santa Cruz pela amabilidade e disponibilidade das suas instalações.
Fica aqui a foto do grupo.

APEA 05/03/2012

Image

Texto: Alberto Oliveira

Foto: André Garcês

 
 








Força Aérea está a voar nos limites PDF Imprimir e-mail
19-Mar-2008

ImageÉ um problema antigo, mas que subsiste. Na Força Aérea (FAP), há cada vez mais falta de pilotos, com as saídas para as companhias privadas, e as lacunas podem mesmo vir a atingir o cumprimento da missão, segundo admitiram ao JN fontes da FAP. Mas os problemas com os recursos humanos não se ficam por aqui, uma vez, que num ramo que nunca teve dificuldade em chamar jovens às fileiras, começa agora a ser notada a falta de praças e o efectivo apenas preenche um terço das necessidades.

No total, segundo dados cedidos pela FAP ao JN, o número de pilotos corresponde apenas a 61% das necessidades, "o que representa um défice de 135 oficiais". O resultado é a utilização do pessoal existente até aos limites permitidos. A segurança de voo nunca fica em causa, porque os homens nunca voam para lá das suas possibilidades, estabelecidas por lei, mas as aeronaves acabam por ser operadas aquém das suas possibilidades.

Na verdade, segundo fontes militares, não há pilotos em número suficiente para tirar partido das frotas de aeronaves existentes e, logo, uma das consequências é a dificuldade em cumprir o conjunto das missões atribuídas pelo Governo à Força Aérea.

O problema é transversal a todo o ramo, mas as situações mais delicadas verificam-se nas tripulações dos C-212 Aviocar e nos Hércules C-130, o que está a atingir gravemente as esquadras. E a situação mais preocupante acaba por ser a dos "Cês" - como os Hércules são conhecidos na gíria da FAP -, tendo em conta as inúmeras missões que têm que desempenhar. Ainda agora, por exemplo, mais uma aeronave e duas tripulações foram destacadas para o Chade, ao mesmo tempo que se prevê a manutenção da missão no Afeganistão, além do apoio ao Kosovo, a ligação regular aos Açores e os compromissos com a África de língua portuguesa.

Problema complexo é sentido também nas esquadras de helicópteros, mais ainda com a situação vivida nos Merlin EH- -101, com a falta de sobressalentes (ver caixilho), uma vez que pressupõe a requalificação de tripulações para os velhinhos "Puma", que estão no chão desde a chegada dos "Merlin".

Ontem mesmo, em entrevista à Antena 1, o chefe do Estado- -Maior da Força Aérea, general Luís Araújo, confirmou a possibilidade do regresso dos "Puma" e adiantou que a falta de peças para uma correcta manutenção está a levar a FAP a fazer o que os técnicos chamam de "canibalização", isto é, passar peças de aparelhos que não estão em condições de voar para os que ainda podem ser utilizados. A verdade é que os pilotos são os mesmos e para lhes renovar as qualificações significa que não poder operar com os EH-101.

Já nos F-16, a situação é vivida com mais desafogo, até porque os pilotos do caça não são tão apetecíveis para as companhias aéreas como os de outras aeronaves, menos mediáticos mas mais de acordo com as necessidades associadas à pilotagem das aeronaves civis.

Soluções para a falta de pilotos não há, até porque as normalmente propostas pela Força Aérea passam, quase sempre, por uma subida do Suplemento de Serviço Aéreo, atribuído aos pilotos pela sua especificidade profissional. A opção esbarra com as habituais dificuldades financeiras, se bem que o abandono das fileiras por parte do piloto possa ter consequências financeiras mais sérias.

O que, no entanto, está a preocupar a FAP, também, é a dificuldade em chamar jovens a ingressar nas fileiras para a classe de praças. É um problema recente e que nunca tinha sido sentido pela Força Aérea, habituada a, por si só, ser um atractivo para os então tão bem conhecidos cabos especialistas.

O porquê desta lacuna ainda não está suficientemente equacionado, mas poderá estar associado ao facto da subida da exigência da escolaridade mínima do 9.º para o 11.º ano. A fasquia de qualidade subiu, mas os voluntários já não chegam para as vagas.

In: Jornal de Noticias / Carlos Varela

 
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