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A construção do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete será muito mais cara que a opção Ota; o LNEC não contabilizou todos os custos, defende um grupo de “notáveis” defensores da Ota. João Cravinho, Bernardo Azevedo, José Reis e Manuel Porto sustentam, nos comentários que fizeram no âmbito da discussão pública do estudo do LNEC, que na decisão favorável ao Campo de Tiro não foram considerados os custos relativos aos acessos rodoviários, ao investimento no tabuleiro rodoviário da nova ponte sobre o Tejo, e ao tempo de vida útil. Os quatro signatários dos comentários fizeram essas contas e concluíram que a Ota poderá custar entre 800 milhões e dois mil milhões de euros menos que o Campo de Tiro de Alcochete.
Recorde-se que o LNEC concluiu, na comparação que fez entre as duas localizações possíveis para o Novo Aeroporto de Lisboa, que a opção por Alcochete permitiria poupar uns 300 milhões de euros. Os quatro defensores da Ota contestam ainda o facto de a escolha de Alcochete servir essencialmente os interesses regionais (da Península de Setúbal), quando o NAL foi pensado numa lógica de relevância à escala nacional. Os comentários foram feitos no âmbito da análise ambiental estratégica, um enfoque também contestado pelos críticos, por cingir a discussão aos aspectos ambientais. Enquanto ministro das Obras Públicas, João Cravinho escolheu a Ota para localizar o novo aeroporto. in Transportes e Negócios |