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70% dos directores financeiros das companhias aéreas prevê "cortar postos de trabalho até ao final do ano". Até ao final deste ano, o sector da aviação poderá perder 100 mil empregos. A previsão negra é do director-geral da transportadora australiana Qantas, Geoff Dixon, e vem na linha do inquérito divulgado ontem pela IATA – organização mundial de aviação – aos directores financeiros das companhias aeronáuticas, em que 70% admite que "espera cortar nos postos de trabalho nos próximos 12 meses". Um cenário pessimista traçado para a indústria aeronáutica nos próximos meses, face à crise que o sector atravessa em virtude da escalada no preço dos combustíveis. No mesmo inquérito da IATA, os directores financeiros antevêem ainda uma maior deterioração nos lucros dos próximos anos, em função dos aumentos dos custos.
Todos os dias novas notícias de despedimentos têm surgido num sector confrontado com problemas de rentabilidade. Devido à subida do preço do ‘jet fuel’, o director-geral da Qantas sublinha que "a indústria global da aviação não está a enfrentar uma crise ou uma variação passageira, mas antes uma transformação permanente", acrescentando que o número de proprietários de companhias deverá diminuir face a esta crise, o que irá produzir "algumas empresas muito grandes e fazer desaparecer algumas marcas".
Na Qantas, Dixon avançou que, em 18 de Outubro, serão suprimidos 1.500 empregos em todo o mundo e a empresa vai renunciar à intenção de contratar 1.200 empregados suplementares.
Mais uma má notícia para a indústria da aviação, que ontem assistiu também ao anúncio por parte da United Airlines, a segunda maior companhia aérea do mundo, de que vai eliminar mais de 7 mil postos de trabalho até ao final do próximo ano, para compensar o prejuízo registado no segundo trimestre devido ao agravamento das facturas com o combustível.
Recentemente, também a espanhola Spanair apresentou um plano de reestruturação que levará à supressão de 900 empregos. Já a American Airlines actualizou o número de despedimentos com que conta avançar, apontando para pelo menos 1.300 mecânicos e 200 executivos atingidos.
Petróleo negoceia abaixo dos 126 dólares em Nova Iorque O preço do petróleo recuou ontem mais de 3 dólares o barril em Nova Iorque, tocando no valor mais baixo das últimas seis semanas ao negociar abaixo da barreira dos 126 dólares. As previsões de que a tempestade tropical ‘Dolly’ não irá atingir os campos petrolíferos nem as refinarias, assim como a recuperação do dólar face ao euro, aliviaram os receios de que a oferta possa ser afectada e reduziram o apetite dos investidores nas ‘commodities’. In: Diário Económico |