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Reportagem do Jornal a Voz da Póvoa. (pode ser vista aqui: http://www.vozdapovoa.com/ , e mais detalhadamente: http://www.vozdapovoa.com/noticia.asp?idEdicao=152&id=6388&idSeccao=1404&Action=noticia ).
Pés no chão e cabeça no ar, visitas assíduas aos aeroportos, binóculos, bloco de notas, máquina fotográfica, e muita paciência, são estes os sinais exteriores dos entusiastas pela aviação: os "spotters". Uma prática com origem na 2ª Guerra Mundial, devido à observação militar de aeronaves inimigas. Em Portugal, o "planespotting" é um "hobby" em expansão. Alguns "spotters" só observam, outros registam modelos, matrícula, companhia aérea, número de série e, sobretudo, fotografam as aeronaves ao pormenor.
Há quem se dedique a fotografia artística, aviação militar, aviação comercial, em descolagens e aterragens, ou em aeronaves de uma companhia específica. Este passatempo deixa sempre familiares e amigos com olhares de espanto, para tão estranha forma de vida. Carlos Góis Pino, da Póvoa de Varzim, é artista plástico e diz que tem o melhor passatempo do mundo ao ser Spotter. Com familiares pilotos, desde cedo teve um fascínio especial pela aviação. Começou com modelismo estático e há seis anos voltou-se para a fotografia "adoro o convívio e a camaradagem que este passatempo me possibilita. Para além de fotografar em Portugal, especialmente no Porto, viajo pelos principais aeroportos da Europa. Gosto do de Amesterdão que, por não ter redes, é excelente para fotografar, e do de Londres (Heathrow), a Meca para os Spotters europeus, pelo tráfego que tem". In: Jornal A Voz da Póvoa (foto e texto) |