O tráfego de passageiros nos aeroportos ANA registou uma evolução de +11,1%, quando comparado com igual período de 2010.
A par da evolução do tráfego, as poupanças obtidas ao nível dos custos operacionais, com a estratégia de contenção de custos adoptada, explicam o crescimento acentuado do cash flow operacional (EBITDA) face ao ano anterior (+10,7%) - que atingiu um montante de 81,3 milhões de euros -, e do Resultado Líquido (+9,6%), que registou um montante de 28,9 milhões de euros, mais 2,5 milhões de euros que em igual período de 2010.
Resultados.
O cash flow operacional (EBITDA) da ANA atingiu nos primeiros seis meses de 2011 um montante de 81,3 milhões de euros, o que representa um acréscimo de +10,7% face a 2010.
A evolução significativa do tráfego determinou o crescimento +5,3% do volume de negócios, o qual atingiu até Junho um montante de 163 milhões de euros. Ao nível dos negócios aviação, com um crescimento de 5,1% face a 2010, assinala-se que desde Dezembro de 2008 a Empresa não efectuou qualquer alteração às taxas aeronáuticas.
O segmento de negócios não aviação registou um crescimento superior (+5,4%), em consequência de uma aposta efectiva ao nível do desenvolvimento deste tipo de negócios.
Destaque especial para o negócio de Retalho, que cresceu a níveis muito próximos aos do tráfego aéreo, tendo registado na ANA uma evolução positiva de 10,1% em relação ao semestre homólogo, valor muito significativo face à quebra de poder de compra e índices de confiança de consumo registados por toda a Europa (principal destino/origem dos passageiros). Este aumento tem subjacente, nomeadamente, a ampliação da oferta comercial, através de projectos de expansão e remodelação de áreas comerciais/restauração e da implementação de estratégias de fidelização e entretenimento do passageiro.
Ao nível dos custos operacionais, para além da melhoria da eficiência e da racionalização que têm vindo a ser introduzidas na gestão operacional dos aeroportos, a evolução registada reflecte as regras impostas pela Lei nº 55-A/2010 (Orçamento de Estado para 2011). Assim, até Junho, a ANA, com a estratégia de contenção e redução de custos colocada em prática, alcançou uma redução de 5,8% ao nível da massa salarial face a igual período de 2010.
Apesar do forte crescimento da actividade e do aumento de capacidade das infraestruturas aeroportuárias, com especial destaque para o Aeroporto de Lisboa que viu quase duplicar a capacidade do terminal no final de 2010, os fornecimentos e serviços externos ficaram ligeiramente abaixo do mesmo período do ano anterior (0,3%).
Investimentos.
Durante os primeiros seis meses de 2011, a ANA investiu 38 milhões de euros na ampliação e beneficiação das suas infraestruturas, contribuindo de forma decisiva para a
qualidade do serviço prestado e para a melhoria da percepção por parte dos clientes que visitam os aeroportos portugueses. Durante este período, destaca-se o investimento realizado no plano de expansão da Portela e nos planos de desenvolvimento de Faro e Ponta Delgada.
Performance financeira.
Os resultados alcançados pela ANA no primeiro semestre de 2011 confirmam a solidez e sustentabilidade da performance financeira da empresa. Face a este cenário, alicerçado nos dados do passado e nas perspectivas de crescimento do futuro, a ANA reafirma a sua convicção relativamente à não justificação da recente redução da notação de rating por parte da Moody’s.
De resto a própria Moody’s, ainda no decurso de 2011, reconheceu a ANA como um operador aeroportuário de referência, designadamente pela dinâmica competitiva verificada ao nível da promoção da oferta comercial e do marketing aeroportuário, capacidade de geração de cash flows, e moderada alavancagem financeira. A sustentabilidade financeira é assim um dos factores distintivos da empresa sendo o EBITDA 10 vezes superior às despesas financeiras.
Rui S. de Oliveira
Divisão de Relações com a Comunicação Social
In: http://www.ana.pt/portal/page/portal/ANA/PAGINA_CONTINUIDADE_IMPRENSA/?cboui=109862242&IMP_CT=109862242