Uma "agradável surpresa" é como a IATA se refere aos resultados de Setembro no tráfego de passageiros, mês em que o aumento homólogo foi de 5,6%, acima mesmo dos 4,6% registados em Agosto. Já na carga não há surpresas agradáveis a registar, em Setembro a contracção foi de 2,7% que se soma à queda de 2,4% registada em Agosto e aos três meses anteriores. Em termos internacionais, o volume de viagens aéreas retomou os níveis registados em Julho, depois do "mergulho" verificado em Agosto. Mas a IATA avisa que "o declínio acentuado da confiança das empresas na maioria das economias, a fraqueza nos EUA e os baixos índices de confiança dos consumidores europeus, sugerem relutância, tanto para negócios e viagens de lazer".
Estados Unidos e Europa registaram as melhores taxas de ocupação: 82,6% e 82,4%, respectivamente. No global, o load factor de Setembro ficou-se pelos 79,5% que se comparam com os 80,1% do mesmo mês de 2010.
A nível da procura, o maior aumento homólogo pertenceu às companhias da América Latina: + 10,6%, que se somam à subida de 6,4% em Agosto. Um comportamento muito positivo, suportado por uma "economia robusta", considera a IATA.
Na Europa a procura voltou a crescer em Setembro, registando um aumento homólogo de 9,2%, um pouco abaixo dos 9,5% de crescimento na capacidade. A IATA sublinha que estes resultados surgem "apesar da crise que continua a registar-se na zona Euro", apontando como razão principal "o reforço da atractividade turística e as oportunidades de exportações propiciadas por um euro desvalorizado".
No Médio Oriente, a um aumento de 9,1% na procura contrapôs-se um crescimento de apenas 8,5% na capacidade disponível, enquanto na Ásia Pacífico o tráfego de passageiros teve um aumento homólogo de 4,3%, neste caso bastante abaixo dos 6,3% que a capacidade cresceu. Já em África a procura teve uma subida homóloga de 5,0% muito próxima dos 5,2% de crescimento na oferta. Mais fraco foi o crescimento da procura na América do Norte, apenas +1,2%, sendo que neste caso a oferta de lugares subiu 2,9%.
Apesar dos indicadores positivos de Setembro, a IATA avisa que são esperados tempos mais difíceis para o tráfego aéreo, nomeadamente em termos da rentabilidade das companhias e do aumento de custos de exploração. Para 2012 as perspectivas da IATA apontam para um declínio dos proveitos das companhias, dos 6,9 mil milhões de dólares este ano para os 4,9 mil milhões no próximo ano.
M.F.
In: Turisver