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Ryanair força assistentes de bordo a pedirem licença sem vencimento |
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16-Nov-2011 |
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Há descontentamento nos assistentes e comissários de bordo portugueses da Ryanair. Chegou às redações de vários meios, Low Cost Portugal incluído, o relato de que entre os 1200 "cabin crews" portugueses da low cost, vários foram aliciados a tirarem licenças sem vencimento por 1 a 3 meses. Neste inverno a Ryanair reduziu operações deixando em terra 80 aviões e enviou um memorando aos funcionários. As bases de Faro e Porto perderam seis aviões do verão para o inverno (7 para 2 no Algarve; 5 para 4 no Norte). Fonte implicada no processo garante que "os tripulantes foram forçados a tirar licença sem vencimento, dispensados dos seus postos e serviços uma vez que a redução de rotas/destinos e aumento de tripulação nestas bases devido ao fluxo de voos no verão. Agora constituem um problema para manter o número de horas suficientes para alcançar um salário".
Concretizou que na base do Porto "tripulantes foram dispensados sem qualquer remuneração pelo período de 1 mês" e em Faro "foram dispensados por 3 meses". Em declarações à SIC, o director de comunicação da Ryanair, Daniel Carvalho, informou que 252 assistentes de bases portuguesas vão ter neste inverno (Novembro a Março) licenças sem vencimento que podem ir de 1 semana a 5 meses. Ao Low Cost Portugal, o director de comunicação da Ryanair afirmou que as afirmações são "falsas e baseadas em semelhantes acusações que circularam no Reino Unido e que foram provadas como erradas". Referiu que a pausa de Inverno – paga ou não paga – é um normal no mercado do turismo e em especial em Portugal e Espanha reforçado este ano pela pausa de 80 dos 300 aviões da companhia e do aumento do preço dos combustíveis. Daniel Carvalho informou ainda que todos os funcionários Ryanair são livres de trabalhar noutras empresas durante as licenças sem vencimento, bastando que comuniquem à companhia, e que estes foram avisados sucessivamente, por via de memorandos, em junho, agosto, setembro, outubro e novembro sobre a possibilidade de ficarem em casa. Explicou também que todos os contratos especificam a eventualidade dos colaboradores terem de ficar sem trabalho e vencimento devido à sazonalidade do turismo português. Os funcionários Ryanair a trabalhar em bases nacionais fazem os seus descontos para a Irlanda e não têm ajuda sindical que lhes proteja contra problemas gerados pela entidade patronal. O processo fiscal tem sido contestado em França e Espanha. In: www.lowcostportugal.net |