130 milhões de euros em 2012.
A Lufthansa é a primeira grande companhia aérea europeia a informar que vai repassar para os clientes o custo do sistema europeu de compensação de emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, em vigor desde dia 1, adicionando-o às sobretaxas de combustível, mas sem especificar quando começará a fazê-lo. De acordo com notícias da imprensa internacional que citam uma comunicação da companhia alemã, a Lufthansa estima que este ano o custo do sistema, conhecido pela sigla ETS, do inglês para Emissions Trading Scheme, ascenderá este ano em 130 milhões de euros e acrescentam que a companhia informou também que, no entanto, o preço dos bilhetes não aumentará "no curto prazo".
"Face à intensa competição, especialmente por parte de companhias de países fora da União Europeia cuja produção está sujeita à transacção de emissões apenas numa pequena parcela, a Lufthansa terá que repassar o encargo através dos preços dos bilhetes, como sugerido pela União Europeia", diz a declaração da Lufthansa citada nessas notícias.
Ainda de acordo com essas fontes, a Lufthansa, no entanto, não vai aumentar no curto prazo as sobretaxas de combustível, que no mês passado subiram para 31 euros por percurso nas rotas de curto e médio curso e 102 a 122 por voo intercontinental.
Como em outros aspectos da aviação, espera-se que em cada País a companhia dominante defina como vai repassar o custo para os clientes, sendo então seguida pelas restantes transportadoras que operam nesse mercado.
Em Portugal, já se sabe que a TAP espera que o custo do ETS ascenda a 15 milhões de euros, número avançado pelo CEO Fernando Pinto no almoço de Natal com a imprensa, mas a companhia ainda não revelou como vai lidar com mais esse encargo.
O ETS, em vigor desde 1, prevê que qualquer companhia que aterre ou descole de um aeroporto da União Europeia terá que compensar as emissões de CO2 desses serviços.
O sistema tem sido fortemente contestado por companhias de países de fora da União Europeia, designadamente dos Estados Unidos e da China, mas a sua aplicação foi caucionada por uma decisão do Tribunal de Justiça Europeu.
Uma estimativa avançada pela IATA indica que o custo do ETS para as companhias ascende este ano a 900 milhões e euros e vai atingir os 2,8 mil milhões de euros em 2020.
A sua aplicação este ano, no entanto, está suavizada, já que a União Europeia decidiu conceder "permissões" às companhias que equivalem a 85% das emissões, embora calculando-as com base nos anos de 2004 a 2006, pelo que a expectativa é que as transportadoras tenham que comprar mais.
No caso concreto da Lufthansa, as notícias indicam que precisará de comprar 35% permissões para 35% do total de emissões estimadas para este ano.
In: Presstur